domingo, 8 de janeiro de 2012

"Nos últimos três anos do governo Fafá foram gastos entre R$ 26 e R$ 27 milhões em festas e propaganda"

Na última quinta-feira, o vereador Genivan Vale (PR) recebeu a reportagem do O Mossoroense em seu escritório de trabalho para uma entrevista esclarecedora sobre a situação na saúde. Membro da Comissão de Saúde da Câmara e um dos políticos que mais conhecem o assunto em Mossoró, o republicano traça nesta entrevista, em que a política partidária ficou em segundo plano, um raio x do caos na saúde em Mossoró. Explica a origem do problema na forma como os recursos federais são repassados e faz um apelo pelo fim da influência política nos critérios de repasses que a Prefeiura de Mossoró faz aos hospitais.

O Mossoroense: Estamos vivendo um dos momentos mais críticos na área da saúde na história de Mossoró. Na sua opinião, a que se deve isso?

Genivan Vale: Olha... inicialmente a gente sabe que existe um subfinanciamento na saúde. O Governo Federal é o único ente da Federação que não tem definição na Constituição de quanto deve gastar com saúde e o que realmente é gasto com saúde. Além desse empecilho, nós sabemos que alguns estados e municípios têm essa determinação constitucional, mas usam esse dinheiro da saúde para outros fins e dizem que é dinheiro para a saúde. Então, você junte esses problemas que são o subfinanciamento, pouco dinheiro, gastos de dinheiro da saúde que não são com a saúde, má gestão em alguns casos e aí chegamos a essa bomba que estamos vendo. Além disso, ainda ficando no plano federal, tivemos no governo Fernando Henrique o Proer, que foi um movimento para salvar o sistema bancário brasileiro que é hoje um dos mais sólidos e confiáveis do mundo. Na época houve muita crítica dos petistas quando os tucanos fizeram essa proteção. Diziam que era só para proteger os banqueiros e a gente viu que na realidade serviu também para proteger quem tinha o seu dinheiro no banco. Com o governo de Lula veio também um gasto em todos os ministérios para proteger a indústria automobilística. Aí você pode me perguntar se sou contra essas medidas e eu direi que não. Agora eu pergunto por que não há essa mobilização nacional para salvarmos a saúde. Por que não há essa mobilização política para que possamos procurar todas aquelas entidades que tratam a saúde sem fins lucrativos, hospitais públicos e salvar. Isso deveria partir do Governo Federal que é quem mais arrecada. Voltando para o nosso plano municipal e estadual. Entendo que faltou planejamento nos governos estaduais e municipais. Nós temos uma cidade com a população crescendo e os números de hospitais diminuindo e a gestão é plena. Isso significa que o município teria que se preocupar com isso. O que está acontecendo que os hospitais estão fechando. O município deveria elaborar um diagnóstico e chamar a todos para juntos, independente de cor partidária, fazermos uma campanha para salvarmos o SUS em Mossoró.

OM: Por que isso não acontece?

GV: O que acontece? Ficam nesse jogo de empurra-empurra e o pobre, usuário do SUS, fica sempre levando pancada na cabeça, sendo humilhado nas portas dos hospitais públicos e particulares que tem convênio com o SUS. A gente acha isso inadmissível. Fiquei me perguntando agora: antes ficavam sempre jogando a culpa no Governo do Estado, acusando a governadora Wilma e o governador Iberê de não repassarem os recursos. Agora estamos há um ano no governo de Rosalba que é aliada da prefeita Fafá, e agora? O problema se agravou. O Governo do Estado já não é mais o culpado. Os culpados agora são os médicos? Os usuários do SUS? São todos os profissionais que estão empenhados em fazer o SUS funcionar? Ficam essas perguntas aí para que a gente possa descobrir quem são os culpados.

OM: Durante toda essa polêmica nos últimos dias houve uma tentativa de parte da prefeitura de culpar os anestesiologistas. Na sua opinião, essa é a versão correta?

GV: Estão sempre puxando essa história do juramento dos médicos e eu pergunto a quem está nesse momento lendo o jornal: alguém trabalha de graça? Então não adianta vir querer culpar os médicos que são profissionais que estão lutando pelos salários deles. Alguns chegam a ter três meses de salários atrasados e aí não são só os médicos. Os médicos muitas vezes possuem outras fontes de renda, mas e os auxiliares de serviços gerais que deixam a sala de cirurgia limpa? E os técnicos e auxiliares de enfermagem? Esse pessoal ficar três, quatro meses tem ambição em querer receber? Quem é que repassa esse dinheiro por ser gestão plena é o município. Quando ele atrasa a uma empresa ou instituição onde 90% do faturamento é pelo SUS ela com certeza vai atrasar os salários dos funcionários. A gente lamenta esse jogo de empurra da prefeitura. Antes ela dizia que a culpa era do Governo do Estado e agora culpa os profissionais da saúde, em especial os médicos.

OM: Como o senhor vê o papel do deputado Leonardo Nogueira, que é médico, nesse episódio?

GV: Lamento muito que um colega da área da saúde, militante com mandato que é doutor Leonardo. Ele deveria ter abraçado essa causa da saúde e em especial a questão da maternidade que durante anos e anos ele fez parte dela. É triste que ele venha a público condenar seus colegas, dizendo que está havendo ambição e dizendo quanto os médicos ganham. Não adianta esse tipo de atitude para jogar a população contra os profissionais médicos. Ele tem que vir para o epicentro do problema e chamar os colegas para resolver o problema. Tentar jogar a população contra a classe médica só me dá uma certeza: a de que isso não funciona.

OM: A questão política tem impedido uma solução para o problema?

GV: Eu acredito. Inclusive disse na quinta-feira da semana passada em conversa com doutor Laete, doutor André e Vânia Bolão numa visita em que fui colher subsídios para que a Câmara possa fazer alguma coisa eu disse isso: que esse estresse político entre o grupo da prefeita Fafá e o grupo da deputada Sandra Rosado tem atrapalhado. A gente sabe que a maternidade pertence a um grupo adversário dos atuais ocupantes do Palácio da Resistência e a gente sente que há má vontade nesse processo todo e a gente não gostaria de ver esse tipo de coisa e Laete me confessou uma coisa e disse: 'Genivan, eu tenho quase 40 anos aqui dentro e desde menino vejo Mossoró com esse tipo de atitude política'. Isso é lamentável. A gente espera que os grupos políticos possam crescer e amadurecer para que a gente não veja mais esse tipo de problema que só tem um perdedor que é o povo de Mossoró. Peço aqui a serenidade de todos os grupos para que a gente não veja fechar mais um hospital em Mossoró.

OM: Sempre vejo os seus discursos na Câmara e vejo um enfoque na falta de gestão no Executivo municipal na área da saúde. Na opinião do senhor, levando em conta o que se gasta com festas, praças e propaganda, esses recursos não dariam para construir uma maternidade pública aqui em Mossoró?

GV: Com certeza. Na realidade não é uma questão de gestão, mas de prioridade. O município alega que gasta mais do que deveria com saúde, ou seja, mais do que a Constituição preconiza. Aí eu pergunto: se na nossa casa nós temos que fazer uma feira e só temos R$ 300 e de repente temos mais um filho e esse dinheiro não dá mais. Nós vamos deixar o filho morrer de fome? Nosso parente morrer de fome porque a gente estipulou que só teria R$ 300 para gastar com a feira? Claro que não. Do mesmo jeito é o município. O que determina a Constituição é de que se deve gastar pelo menos 15% do orçamento, mas se não está dando nós vamos ficar só nesses 15%? É aí que vem a questão que eu bato: a prioridade. Somente nos últimos três anos do governo Fafá foram gastos entre R$ 26 R$ 27 milhões em festas e propaganda. Não é o vereador Genivan Vale quem está dizendo, acessem o Portal da Transparência. Lamento essa inversão de prioridades. Não tem propaganda melhor do que o cidadão sair dizendo que mora numa cidade que tem um atendimento público de qualidade na saúde. Não tem propaganda melhor do que a pessoa humilde todo mês ir ao posto de saúde do bairro e o remediozinho da diabetes e da hipertensão estar lá. Não tem coisa pior do que a gente pegar dinheiro público e pagar a profissionais para inventar histórias na TV dizendo que está tudo as mil maravilhas a gente sabendo que não está. Os novos gestores que virão precisam mudar esse modus operandi de alguns gestores, em especial aqui do Nordeste, de querer incutir na cabeça da população que está tudo as mil maravilhas quando na verdade não está. O cara vai a um posto de saúde e falta medicamento e quando chega em casa liga a TV e estão dizendo que Mossoró é a melhor cidade do mundo para se morar. Não bate a propaganda com a realidade.

OM: Russas é quatro veses menor que Mossoró e a essa altura deve estar tendo muita propaganda por lá...

GV: ... Lamentável né! Eu acho que o prefeito de lá deve estar se perguntando como uma cidade do porte de Mossoró precisa da ajuda de uma cidade de 70 mil habitantes. Lamento isso. A gente precisa ter serenidade e não esquentar a cabeça e resolver os nossos problemas. A gente precisa acreditar nos nossos gestores. Temos capacidade de ter uma grande rede hospitalar e não temos. A classe média e a classe média alta estão indo ter seus filhos em Natal e Fortaleza e a gente acha isso inadmissível. Temos que voltar a ter o choro das crianças em nossa maternidade.

OM: Voltando a essa questão do contrato dos anestesiologistas. A prefeitura afirma que não quebrou o contrato e os profissionais dizem o contrário. Quem tem razão nessa história?

GV: Na realidade, Bruno, a gente tem visto algumas declarações e todos viram alguns veículos tentando jogar a população contra os médicos, dizendo que eles só pensam em dinheiro. Não vamos dizer que a classe médica está 100% correta. A gente sabe que todas as áreas têm os bons e os maus profissionais e a classe médica não é diferente. Agora a grande maioria da área de saúde é composta de pessoas sérias. Mulheres e homens dignos. A gente lamentou isso. Estou aqui e já lhe mostrei os documentos da Gerência da Saúde datado de 23 de dezembro informando que a partir de 1° de janeiro de 2012 não iria mais pagar o SUS para gestantes que viessem de fora. Aí a gente pergunta: o médico vai ficar na calçada da maternidade dizendo: "Você que é de Mossoró entra, você que não é vai embora". Isso é o gestor que tem que fazer. No dia 27 o doutor Ronaldo Fixina enviou documento em resposta comunicando que a partir do dia 1° de janeiro, às 7h, não ia mais atender os pacientes do SUS e que não haveria mais atendimento na Apamim, na Maternidade Almeida Castro. A gente ficou se perguntando por que esperaram acontecer todo esse drama com essas jovens senhoras que precisaram dar à luz entre o dia 1° e o dia 3 quando houve toda essa confusão. O serviço voltou, mas de forma reduzida. Está lá o atendimento sendo feito numa única sala e com a UTI fechada. A gente não pode concordar com isso.

OM: Como a Câmara Municipal pode colaborar para solucionar esse problema?

GV: Solicitei ao presidente da Câmara Municipal que convocasse todos os vereadores para uma reunião extraordinária. Essa é a hora da Câmara dizer por que é que é preciso um Legislativo na cidade. É hora dos vereadores esquecerem o lado político, as cores de seus partidos e lutarem por essa causa que é do povo de Mossoró.

OM: Qual foi a posição do presidente da Câmara?

GV: Ele disse que iria consultar a assessoria jurídica para realmente ver o que a Câmara poderia fazer. Estou aguardando. Já liguei para outros vereadores e todos com quem conversei concordam e estamos aguardando uma manifestação do nosso presidente.

OM: Falando agora de política partidária. Como está a situação do PR? O partido está definitivamente liberado para fazer a aliança que quiser em Mossoró independente de João Maia ir ou não para a base da governadora Rosalba Ciarlini?

GV: Eu, diferentemente de alguns que dizem que o partido está isso ou aquilo... nós temos tido conversas com o deputado João Maia e sempre que tenho conversas sobre o partido gosto de levar alguém para ouvir. Na última conversa que tivemos levamos o nosso digníssimo Marcelo Batista Rosado, o presidente do partido, e o suplente de vereador Vingt-unzinho e foi isso que ele me disse ao perguntar a situação de Mossoró e nós fizemos um breve resumo de como estava e ao final ele perguntou qual era a nossa linha e eu pedi ao deputado que convencesse a executiva estadual porque a executiva municipal e o nosso mandato queríamos seguir junto com a oposição. Na frente desses que citei anteriormente, ele disse que poderíamos seguir o nosso rumo e tomar uma posição entre janeiro e fevereiro. Sou uma pessoa que sempre acredita nas pessoas e não posso jamais duvidar do deputado João Maia. Até agora, pelo que tenho visto, ele sempre tem cumprido a palavra mesmo que ele venha mais à frente se arrepender ou ser prejudicado por ter dado a palavra naquele momento. Eu acho que em Mossoró não será diferente e aqui teremos a liberdade de seguir na base de apoio da presidente Dilma que faz oposição à atual prefeita de Mossoró.

OM: Se hoje não fosse 5 de janeiro (a entrevista foi gravada na última quinta-feira) fosse 5 de junho, o PR seguiria com PSB ou PT?

GV: Eu não posso falar uma única palavra pelo partido porque ainda não reunimos a executiva. De minha parte eu preferiria que a oposição estivesse unida sem sair com dois candidatos. Acho que a oposição tem dois grandes candidatos. Tem um nome já massificado e testado que é o da deputada Larissa Rosado e tem outro que é uma surpresa de origem humilde que provou que é possível vencer na vida através do estudo e do trabalho que é o magnifico reitor Josivan Barbosa. Então temos dois grandes nomes. Precisamos ter serenidade para unir a base de apoio a presidente Dilma e continuar esse belíssimo trabalho que vem sendo feito a nível nacional e local. Mossoró precisa ter consciência de que temos que distribuir renda e ter uma ação social mais efeitiva e não temos isso aqui há anos. Por isso essa explosão de violência e tanta gente de fora vindo pegar os nossos empregos, porque não estamos capacitando os nossos jovens, nem dando uma condição digna aos nossos munícipes.

*Jornal O Mossoroense (Bruno Barreto)

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Renegue-se a rebelião dos intocáveis

MENSAGEM DO ESCRITOR AGASSIZ ALMEIDA AO MINISTRO CEZAR PELUSO, PRESIDENTE DO STF

Renegue-se a rebelião dos intocáveis.
Em face deste descaminho a nação queda-se impactada

Reduzir o Conselho Nacional de Justiça a um mero órgão recursal é fazê-lo caricato


Ao assistirmos incrédulos e ao mesmo tempo indignados, aos acontecimentos que irromperam nas altas esferas do Poder Judiciário, fatos me chegam à mente e despertam para a  elaboração desta mensagem dirigida a Vossa Excelência.

Remonto aos trabalhos na Assembléia Nacional Constituinte (1986- 1988), dos quais participei na condição de membro da Comissão de Organização dos Poderes, através da qual pude alcançar o acendrado    corporativismo das instituições judiciárias do país.

Àquela época, a proposta da criação de um conselho de justiça foi derrotada. Décadas se passaram; e hoje, no descortinar de 2012 não podemos compreender as reações desenfreadas de um grupo de associações judicantes em contestar o trabalho, altamente dignificante, da corregedora do Conselho Nacional de Justiça, Eliana Calmon.

A este respeito, salta à minha memória o livro “A rebelião das elites”, de Christopher Lasch, no qual o autor analisa como certas elites corporativistas  reagem  quando ameaçadas nos seus privilégios.

Até poucos anos passados, mergulhadas numa redoma sob couraça de barreiras intransponíveis, as instituições judiciárias inadmitiam qualquer controle externo, atualmente em face do processo de democratização e fiscalização de suas ações, através dos seus dirigentes  classistas,    rebelam-se quando alguns dos seus integrantes são chamados à responsabilidade funcional, como agentes  do Estado.

Sob uma visão histórica da nossa formação, desde o império, fomos encontrar as raízes desta desencontrada rebelião das associações judicantes.

O que testemunhamos? Poucos anos atrás, uma cortina ameaçadora e silenciosa, encobria qualquer procedimento investigatório acerca dos agentes judicantes. Hoje, dirigentes de associações classistas procuram inverter o pólo das acusações apontando a ministra corregedora como passível de ação administrativa e até penal.

Desloca-se o foco acusatório. Neste cenário, os indigitados poderão receber o passaporte da impunidade.

Neste momento, a consciência da nação procura encontrar a razão pela qual as entidades associativas do judiciário tentam revestir certos agentes indigitados na prática de ilícitos  sob a aura da intocabilidade, vedando uma análise investigativa.

Tudo parece imergir para decisões comprometedoras. Pressente-se algo incompatível com as aspirações do país. Forças encasteladas nos altos poderes ameaçam enfraquecer as funções do Conselho Nacional de Justiça.

O corporativismo no Brasil sempre se colocou bem diante das mais diversas conjunturas, e delas soube extrair imediatas vantagens.

Por lei, todo agente do Estado, como parlamentar, magistrado, promotor de justiça etc, deve entregar cópia  da sua declaração de imposto de renda aos órgãos onde exercem as suas funções.

Há algo maior por trás deste joguetear.

Qual o escopo principal de tudo isto? Golpear os poderes do Conselho Nacional de Justiça,  já tão limitados.

Cria-se o clima do sobressalto. Bradam: “Quebraram sigilos fiscais e bancários.” Mera encenação.  E quem violentou os princípios da moralidade e se apropriou dos recursos públicos, o que deve responder?

Sr. ministro, a nação assiste impactada a rebelião dos intocáveis.

Reduzir o Conselho Nacional de Justiça a um mero órgão recursal  é fazê-lo caricato.


Agassiz Almeida, escritor, Promotor de Justiça aposentado, ex deputado constituinte de 1988. Membro da Comissão da Organização dos Poderes na Assembléia Nacional Constituinte. Autor dos livros, “A República das elites” e “A Ditadura  dos generais”. Participou de congressos mundiais em defesa dos direitos humanos.

Estrutura do Meios continua abandonada após um ano de extinção

O interventor do Movimento de Integração Social do Rio Grande do Norte (Meios), Marcos Lael, espera na próxima semana ter um posicionamento do Ministério Público sobre possível procedimento de liquidação da Organização Não-Governamental (ONG), permitindo leilão da estrutura remanescente.

Os recursos provenientes serão usados para pagamento de servidores, obrigações sociais pendentes e fornecedores. Mas, para isso, Marcos Lael informa ser preciso resolver questões de ordem jurídica. "Precisamos ter respaldo legal", observa.

Entre essas questões, segundo o interventor, está o item do estatuto instituído na época da criação do Meios, há 32 anos, determinando a doação da estrutura da ONG quando da sua extinção para órgãos congêneres, o que não é uma saída consensual.

"Há também de considerar que o Meios construiu em terreno do Estado, e isso precisa ser levado em conta. Estamos analisando isso com muito cuidado para termos o respaldo legal em tudo que fizermos, porque uma parte é do Estado e outra é do Meios", comenta.

Ele diz esperar que no retorno do recesso judiciário e do Ministério Público, próxima semana, essa análise avance no sentido de se resolver o que sobrou do Meios, cuja estrutura está abandonada em Mossoró. Sobre isso, o interventor diz vê com preocupação.

"Estamos muito preocupados com isso, e a situação realmente é muito grave, e que pode se gravar caso uma providência não seja logo tomada", alerta Marcos Lael, que lamenta a falta de interesse do poder público em aproveitar a estrutura remanescente do Meios.

Ele conta já ter feito proposta à Prefeitura Municipal de Mossoró (PMM) para instalar em um dos prédios uma unidade do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti), mas não teve retorno. O Governo do Estado, ainda segundo ele, também não demonstra interesse.

"O correto é que tivéssemos vigia em cada prédio, mas não é possível. Acionamos a Polícia Militar, e fomos informados que não é a função dela fazer guarda patrimonial. Estamos à disposição. O que o Estado quiser, estamos pronto para conversar", diz.

ABANDONO

Enquanto isso, a estrutura do Meios em Mossoró continua abandonada, depredada por vândalos, vítima de furtos e depredações. São sete imóveis nessa situação, em vários pontos da cidade, segundo a coordenadora regional da ONG, Vânia Azevedo.

Tudo isso começou com a decisão do Governo do Estado, no início da atual gestão, há um ano, de extinguir o convênio com o Meios que mantinha em funcionamento a ONG e inúmeros serviços sociais em vários municípios do Rio Grande do Norte.

No conjunto Abolição IV funcionavam o Centro de Convivência do Idoso José Sarney e a Creche Lairson Rosado. No conjunto Liberdade, a Creche Santa Fernandes e o Centro Profissionalizante. No Alto da Conceição, a Creche Dom Jaime Câmara.

Há também o que resta do Centro Social Urbano no bairro Santo Antônio, próximo à Creche Tereza Néo, e o Centro Infantil do mesmo bairro, que funcionava próximo ao armazém da antiga Cibrazem, no acesso ao Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai).

Os demais prédios onde funcionavam outros centros de assistência sociais eram alugados, e foram reintegrados pelos proprietários. O escritório da coordenação foi cedido ao departamento estadual responsável pela merenda escolar, onde funciona a Datanorte.

Vânia Azevedo conta que a situação dos sete prédios é deplorável, servindo de ponto para consumo de drogas. Alguns já sofreram incêndios, provavelmente criminosos, e estão depredados por vândalos. Parte da estrutura está sendo furtada.

Além da subutilização dos imóveis, que poderiam continuar servindo à população, Vânia também lamenta o desperdício de dinheiro público, já que os prédios foram completamente reformados e equipados na gestão estadual anterior. "Pena que estão se acabando", lastima.

*Retirado do Jornal O Mossoroense

Pacientes que necessitam de parto cesariano são encaminhadas a Russas, no estado do Ceará

A paralisação dos anestesiologistas, iniciada em 1º de janeiro, tem gerado uma série de transtornos à saúde pública de Mossoró, em especial ao serviço de obstetrícia na Maternidade Almeida Castro, única maternidade pública da região. Com a impossibilidade de realizar intervenções cirúrgicas na unidade, as pacientes que necessitam de fazer partos cesarianos são encaminhadas a Russas no estado do Ceará.

Segundo o serviço social da Casa de Saúde Dix-sept Rosado (CSDR), diante da atual situação, toda paciente em trabalho de parto que chega ao plantão do hospital é avaliada. Se for normal, a paciente fica; se necessitar do parto cesariano é encaminhada ao Ceará. Somente ontem, três potiguares foram ter seus filhos na cidade cearense.

As mulheres vão a Russas em ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). No entanto, a solução momentânea acaba se tornando mais um transtorno às pacientes, tendo em vista a longa espera entre a solicitação do carro pela Casa de Saúde e a chegada da ambulância para levar a paciente. Teve um caso em que o veículo demorou mais de 40 minutos para chegar.

Além disso, as pacientes reclamam do desconforto e da insegurança de terem que viajar ao estado vizinho. "Confesso que estou angustiada. Tenho medo, não sei como vai ser durante a viagem. A gente se prepara tanto para este momento, que deveria ser feliz. E quando é chegada a hora, a gente se depara com essa incerteza", desabafa a gestante Carla Sumara, que aguardava na sala da recepção com expectativa de realizar hoje o parto cesariano.

A outra opção das gestantes, se não quiserem ter o filho em Russas, é pagar o procedimento pela rede particular. No entanto, a maioria das mulheres não têm como arcar com os custos de um parto particular, que chega a custar até R$ 4 mil.

Com a greve dos anestesiologistas, além dos cesarianos e partos normais que necessitam de anestesia, também estão suspensas as cirurgias eletivas no Centro de Oncologia e Hematologia de Mossoró (COHM) e Instituto de Neucardiologia do Hospital Wilson Rosado.

O anestesiologista Ronaldo Fixina enfatiza que reconhece que a população está sendo prejudicada com a suspensão dos serviços de anestesia, no entanto ressalta que a paralisação é necessária para lutar por melhorias, não apenas para a classe, mas para toda a população. "Quando cobramos melhores condições de trabalho e o pagamento por nossos serviços estamos pensando em buscar melhoria para oferecer um serviço de qualidade à população", diz.

Ele lamenta que para isso seja necessário um ato tão extremo. "Enviamos um ofício no dia 26 de dezembro informando que iríamos paralisar o serviço devido a quebra de contrato por parte da Prefeitura e nada foi feito para evitar essa situação. É uma vergonha na cidade que quer ser a metrópole do futuro, que tem poços de petróleo, as mulheres tenham que ser encaminhadas a Russas por não existir nenhuma outra opção", finaliza o especialista.

Anestesiologistas mantêm suspensão das cirurgias eletivas no COHM e no Hospital Wilson Rosado

Ontem à noite, os 11 anestesiologistas da Clínica de Anestesiologia de Mossoró se reuniram nas dependências da unidade para avaliar o movimento grevista. Na ocasião, os especialistas decidiram pela continuidade da paralisação dos procedimentos anestésicos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Para retomar os serviços, os especialistas reivindicam, melhores condições de trabalho, que a Prefeitura Municipal de Mossoró (PMM) encaminhe um ofício assegurando o pagamento integral dos profissionais. O documento também deve esclarecer que não vai haver um segundo ofício anulando o primeiro. Além disso, o Executivo deve assegurar que irá manter as cláusulas contratuais até o encerramento do contrato, previsto para julho deste ano.

"Primeiro, o gerente manda um ofício dizendo que não vai mais pagar o Plus. Depois volta atrás dizendo que vai pagar. Quem garante que ele não vai voltar atrás novamente e suspender os pagamentos?. Não dá para confiar. Queremos garantir que iremos receber pelos serviços prestados", frisa diretor administrativo da CAM, Ronaldo Fixina.

Os anestesiologistas enfatizam ainda que "se houver qualquer tipo de pressão a um profissional, por parte de quem quer que seja, a categoria irá pedir a rescisão do contrato", ameaça Fixina, destacando que a possibilidade é real e poderá acarretar ainda mais prejuízo à população.

Ainda na reunião, os profissionais decidiram que irão disponibilizar um plantonista para o setor de obstetrícia na Maternidade Almeida Castro. O atendimento às gestantes que necessitam de parto cesariano no município será realizado a partir de hoje, 4. Todavia, o atendimento será restrito a uma paciente por vez.

Ronaldo Fixina informa ainda que o atendimento não mais será feito nas salas do centro cirúrgico da maternidade, que fica no primeiro andar. "Iremos atender às pacientes em uma sala do térreo, onde tem todos os equipamentos que pleiteamos. Mas será feito a cirurgia de uma em uma paciente", reforça o especialista.

*Retirado do Jornal O Mossoroense

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Alguém Superior a Você


Download (1)Viajei uma vez de classe executiva, e ao meu lado um senhor de terno, cara de executivo, lendo a Bíblia.
Achei que fosse um destes bispos de igrejas que visam o lucro viajando com todo o conforto do mundo, mas era na realidade um Vice Presidente de uma empresa subsidiária da Alcoa.
Perguntei porque ele estava lendo a Bíblia.
"Como Vice Presidente de uma grande empresa eu tenho muita influência e poder sobre a vida de milhares de pessoas. Se eu não tomar cuidado, este poder pode subir à minha cabeça, o que causaria muita infelicidade.
Por isto, acho importante ir todo domingo à Igreja, para relembrar que existe uma pessoa mais poderosa e muito mais sábia do que eu."
Eu já ouvi muitas razões para se ir todo domingo à Igreja, mas esta era uma ideia nova.
Achei uma razão muito interessante para ir até uma Igreja toda semana, não para pedir perdão ou pedir ajuda.
Mas como uma forma para que aqueles que comandam o poder tenham o bom senso de baixar a bola, perceber todo domingo o limite da prepotência, fazer semanalmente um ato de humildade e ficar de joelhos como todos nós.
A classe dominante de ontem ainda acreditava em Deus, mas nestes últimos 50 anos foi substituída por outra classe que já não acredita em algo superior a História, que não vai à Igreja mostrar humildade, nem jogar um balde de água fria na arrogância.
A nova classe dominante das universidades, da mídia, dos líderes dos movimentos sociais, dos políticos e da maioria dos intelectuais passaram a acreditar que não há ninguém superior a eles, que eles sabem tudo, que mudarão o mundo sem ter que prestar contas a mais ninguém. Os fins justificam os meios.
Intelectuais mandam cada vez mais nas nossas vidas, achando que são os czares da economia, altruístas da Sociologia, protagonistas da História, endividando países ao seu bel prazer, congelando preços e salários, sequestrando nossa poupança, destruindo o capital social deste país, retirando 38% da renda de seus legítimos donos, e assim por diante.
Como eles sabem tudo, os fins justificam os meios, afinal eles são superiores.
Para os social democratas, como o PSDB, bastava colocar 100 intelectuais em postos chaves, as melhores cabeças deste país, e tudo ficaria resolvido.  
Mal sabem que hoje em dia não basta uma centena de intelectuais para administrar um país.
O número mais próximo seria no mínimo os 12 milhões de membros da chamada classe média, que está sendo deliberadamente destruída pelos intelectuais que não querem competição.
Se você intelectual, que não acredita em Deus, e por isto não quer ir para a Igreja uma vez por semana, para não mostrar aos seus correligionários que acredita que existe algo superior à sua ciência, pelo menos seja humilde como o Vice Presidente da Alcoa.
O sofrido povo do Brasil agradece. 

Extraído do Blog de Stephen Kanitz.
  

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Informações que recebi após realização da Assembléia que teve participação de Médicos lotados no HRTM e MP

Algumas informações necessárias após realização da Assembléia que teve participação de Médicos lotados no HRTM e Ministério Público

Os hospitais que atendem URGÊNCIA E EMERGÊNCIA têm obrigação de obediência as Resoluções do Conselho Federal de Medicina em todos os seus aspectos éticos. Paralelamente existem enormes responsabilidades penais e cíveis que envolvem os gestores da saúde. O fundamento de tudo é a Constituição Cidadã. Não se admite, no atual estágio da Medicina e época de cidadania, a incompetência dos gestores da saúde às normas do CFM, no tocante ao funcionamento de um hospital de urgência comprovadamente sem: A) CIRURGIÃO GERAL; B) ANESTESIOLOGISTA; C) PEDIATRA; D) ORTOPEDISTA E TRAUMATOLOGISTA; E) INTENSIVISTA.

Não há como se questionar de quem é a culpa desta “infecção crônica” porque ela é fruto da falta de planejamento, gestão e valorização do trabalho médico e de outros profissionais da saúde. E, aparvalhadamente a diretoria médica tenta mostrar serviço através de denúncia contra os médicos, uma simples análise superficial do problema evidencia que a CULPA PELA FALTA DE PLANTONISTAS É DO ESTADO. Querer responsabilizar médicos pela deficiência estabelecida nas ESCALAS MÉDICAS é a mais patente demonstração da tentativa de confundir opiniões.

Existem autoridades legalmente constituídas que apresentam legitimidade e OBRIGAÇÃO de fiscalizar o funcionamento dos hospitais, principalmente quando a instituição apresenta a grandiosidade e importância do Hospital Regional Tarcísio Maia. Lamentavelmente o Conselho Regional de Medicina não usa do rigor esperado quando existe a necessidade emergencial da atuação do CRM, para responsabilizar os gestores da saúde. O bom médico merece o apoio total do seu Conselho e dos seus pares em todas as situações críticas existentes em um hospital, inclusive quando querem impor “um só plantonista na escala de anestesiologia do Hospital Regional T Maia”. Quem conhece o serviço sabe que na atual conjuntura isto é humanamente impossível. Haverá uma sobrecarga de trabalho que influenciará na qualidade do atendimento, colocando em risco vidas humanas. Alguns pacientes obrigatoriamente vão aguardar muito, muito para o seu atendimento. Uma seleção de prioridade de atendimento que pode ser fatal.

Apenas à guisa de ilustração colocamos aqui um relatório estatístico do centro cirúrgico: Janeiro (178); Fevereiro (208); Março (305); Abril (153); Maio (210); Junho (202); Julho (271); Agosto (292); Setembro (apenas registro de ocorrência sem contagem); Outubro (apenas registro de ocorrência sem contagem); Novembro (178); Dezembro (em andamento). São pequenas, médias e grandes cirurgias com a participação do anestesiologista em quase toda sua totalidade. Este trabalho envolve um alto grau de responsabilidade e estresse. Aqui não relacionamos a anestesia para redução de fratura, realização de tomografia computadorizada, endoscopia e retirada de corpo estranho.

O Estado, a SESAP, o TM, a Prefeitura (Gestão Plena) ou quem quer que seja que pague, contrate, faça concurso público, etc, etc, para suprir as necessidades da população que necessita de assistência emergencial.

É do conhecimento de todos, principalmente dos gestores da Saúde, as crônicas deficiências materiais (equipamento, medicamento, material, etc.) e de recursos humanos. Plantões eventuais, contratos temporários, são soluções meramente paliativas que fragilizam o atendimento médico. Mesmo assim, ainda oficializam o CALOTE. Uma verdadeira afronta aos princípios da moralidade administrativa. Até mesmo direitos constitucionais fundamentais são desrespeitados. Quinze anos sem licença prêmio é um dos exemplos!!!! Funcionários médicos sem receber insalubridade durante anos é incompetência administrativa mesmo ou massacre arquitetado.

Acrescente a tudo isso a falta de compromisso e respeito com pacientes e profissionais médicos. Mais de CENTO E TRINTA DIAS de atraso de pagamento não deixa de ser uma espécie de superação ADMINISTRATIVA com merecedores registros estatísticos.
Ao longo de toda existência do Hospital Regional Tarcísio Maia, a prerrogativa da confecção das escalas de serviços é da coordenação médica de cada especialidade. Houve época em que o volume de atendimento era bem menor e o corpo clínico funcional era maior, e existia provavelmente mais harmonia entre diretoria e corpo clínico funcional. Cada especialidade confeccionando sua escala, sem ingerência ou interferência.

A confecção da escala da “ d i r e t o r i a ” apenas gerou conflitos, dúvidas e incertezas.

De forma anti-democrática e antipática a atual diretoria tenta encobrir deficiências e incompetências tentando impor situações constrangedoras, através de encaminhamento de denúncia contra médicos. Medidas administrativas deste nível não vão conduzir a lugar nenhum e apenas “atrapalham o atendimento já cronicamente deficiente”. Senhores, a atual diretoria médica não tem contribuído em NADA para a aproximação ou aprimoramento das relações administração/médicos plantonistas. A atual Diretoria Médica, às 23:30 horas tentando agilizar atendimento e compor escalas “telefonando” (de casa, da fazenda, da praia ???) para Delegado de CRM é demais! Não há como preencher escala de anestesiologistas, cirurgião, pediatra ou ortopedista com um quadro funcional reduzido e em horário tão esquisito.

Por telefone não conseguimos administrar nem mesmo os serviços mais elementares, imagine um complexo hospital de urgência. Não há como compor escalas de plantões desta forma: anestesiologista, cirurgião geral, ortopedista... Seria muito interessante, colocar nas tão propagadas estatísticas o período de tempo que o diretor médico passa no hospital presencialmente e se existem outros vínculos e carga horária suficiente para tanto. Seria muito útil registrar onde encontra-se a Diretoria Médica quando falta leito na UTI, falta vaga na enfermaria, respeito aos pacientes “armazenados” nas observações feminina e masculina ou até mesmo quando falta medicação imprescindível no centro cirúrgico. Sem citar os pacientes graves, intubados e com ventilação mecânica em lugares completamente inadequados. São tantos outros problemas graves sem solução e, denunciar médico injustamente somente para criar constrangimento é muita estupidez num plantão só e não vai melhorar o atendimento. E depois da denúncia contra um anestesiologista, a assistência torna-se excelência?

Todos sabem que a culpa e a responsabilidade dessa situação caótica na saúde de Mossoró não é médica. A Diretoria do T Maia mesmo com a falta de capacidade existente para resolver os problemas que não são inéditos DEVERIA ENTENDER QUE NÃO É QUERENDO IMPOR ELABORAÇÃO DE ESCALAS QUE VAI SOLUCIONAR problemas simples que tornam-se graves e complicados. A diretoria elaborou uma escala, mas não divulgou e nem comunicou a coordenação da anestesiologia. E esqueceu de elaborar uma escala para ortopedia, para cirurgia e pediatria. Tratamento desigual e injusto administrativamente. Todas estas escalas apresentam “claros”.

Queremos aqui deixar bem claro, que os poucos (vários pediram demissão em virtude da falta de valorização do trabalho médico) PROFISSIONAIS DA ANESTESIOLOGIA apenas reconhecem a escala de serviço confeccionada pela coordenadora do serviço de Anestesiologia, a Dra. Lana Lacerda de Lima. Os turnos sem profissionais anestesiologistas também no mês de dezembro (também da Ortopedia, Cirurgia Geral, Pediatria) colocam em risco a vida de milhares de inocentes pacientes, inclusive usuários de planos de saúde em Mossoró. Sexta-feira (2/12) e sábado (3/12) à noite não tinha plantonistas da cirurgia e ortopedia. Domingo (4/12) durante o dia não tinha plantonista da cirurgia. Risco que merecia intervenção ou interdição imediata ou campanhas de esclarecimento para a população, sobre todas as deficiências do hospital de forma clara, para preservar a integridade física de todos os profissionais da saúde.

Já se faz tarde a participação de todos os segmentos da sociedade de Mossoró na busca de solução para essa cruel situação.

Atenciosamente:

VALMIRO ANUNCIATO DA SILVEIRA
RONALDO FIXINA BARRETO
LANA LACERDA DE LIMA
JOÃO EVANGELISTA DE FREITAS CHAVES
EDILSON DA SILVA JÚNIOR
ELUMAR PEREIRA DA SILVA
FRANCISCO CHARLES RAULINO
ALBERTO MOUZINHO NUNES SOARES

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Prefeitura de Mossoró está aberta para negociar e não deixar fechar a CSDR

A Prefeitura de Mossoró está disposta a custear o plus dos médicos que fazem partos na Casa de Saúde de Dix Sept Rosado (CSDR) por período aproximado há 45 dias, caso seja formada uma comissão para cobrar uma pactuação justa das prefeituras do Oeste com Mossoró.

Esta possibilidade foi confirmada pelo secretário Francisco Carlos, da Secretaria de Cidadania. Segundo, a prefeito Fafá Rosado está disposta a cobrar com firmeza o cumprimento do que é justo, legal, mas fará isto com responsabilidade e humanidade. Esperamos.

Independente desta proposta, o secretário Domício Arruda disse nesta terça-feira que tem uma proposta para apresentar a Prefeitura de Mossoró, aos médicos e prefeitos da região Oeste, para garantir a funcionalidade da CSDR fazendo 600 partos do Oeste do RN.

O impasse na CSDR surgiu a partir de dois problemas, que só podem ser resolvido na instância do Governo do Estado. Primeiro é a pactuação dos municípios do Oeste com Mossoró, que fica muito longe do valor que seria necessário. Mossoró termina pagando a conta.

Segundo é que a tabela SUS para atendimentos de média complexidade é muito baixo e os médicos só aceita se for complementada com 100%. Até agora era complementada pela Prefeitura de Mossoró, que anunciou a suspensão a partir de 1º de janeiro de 2012.

A questão da Pactuação, Domício Arruda pode resolver instalando uma Câmara de Compensação, como já existe em outros estados, para que as cidades que fazem os serviços de saúde recebam os recursos do SUS, como é o caso de Mossoró, Almino Afonso, Natal e outras.

Já a questão da complementação, o Governo do Estado deveria pagar esta complementação em Mossoró, já que já faz isto em Natal. Seria o justo. O natalense não é melhor do que o mossoroense. Os dois são do mesmo estado e tem os mesmos direitos a vida.

Sobre o anuncio da Prefeitura de que a partir de 1º de janeiro de 2012 não pagaria mais plus para os atendimentos dos pacientes de outras cidades seguido do anúncio dos médicos que se isto acontecesse se desligariam do SUS em Mossoró, o próximo episódio será quinta-feira, às 9h, no Auditório da II Regional de Saúde, em Mossoró. É importante a presença de todos.

*Retirado do Retrato do Oeste

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Secretário Domício Arruda vem a Mossoró falar com médicos e prefeituras no dia 29

O secretário Domício Arruda, do Governo do Estado, vem a Mossoró quinta-feira (29) tentar encontrar um caminho para evitar mais uma crise na saúde do Oeste do RN.

Arruda vai se reunir com os secretários e prefeitos dos municípios do Oeste do RN e os representantes da classe médica no Auditório da II Regional de Saúde em Mossoró, às 9h.

Caso não cheguem a um acordo, os médicos que fazem os 600 partos/mês na CSDR vão parar, porque para eles não compensa trabalhar média complexidade ganhando o que paga o SUS.

Eles querem ganhar o que foi acordado em 2008, ou seja, o valor pago pelo SUS e um valor pago por fora da Prefeitura Municipal de Mossoró que dobra o valor do SUS.

Ocorre que mais de 50% dos partos realizados na CSDR são de outras cidades e que muitas destas cidades não repassam para Mossoró pelos serviços do SUS prestados em Mossoró.

Vivenciando um prejuízo superior a R$ 5 milhões, a Prefeitura de Mossoró decidiu não mais pagar este valor por fora para os pacientes de outras cidades e os médicos anunciaram que vão suspender os atendimentos pelo SUS a partir do dia 1º de janeiro de 2012.

Antes, porém, no dia 29, o secretário Domicío Arruda, que paga esta complementação a tabela do SUS em Natal, vai ter uma conversa com prefeitos, secretários e médicos na II URSAP.

Outra saída, sugerida aqui por este espaço, é se formar uma comissão para cobrar das prefeituras uma pactuação justa com Mossoró e a prefeita Fafá Rosado ficaria pagando os médicos, para a CSDR não parar, por um prazo que poderia ser de três meses.

*Retirado do Retrato do Oeste

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Natal do Lar da Criança Pobre


O vereador Genivan Vale esteve ontem, 20, no Lar da Criança Pobre realizando a entrega de brinquedos, juntamente com Pé Quente e o pessoal do EVAP, Raniere e Emiliano.

Após a entrega, reuniram-se para planejar novos projetos para reerguer o Lar da Criança Pobre, que está passando por bastante dificuldade.

Logo mais será divulgado o Projeto para quem estiver disposto a ajudar.

*Assessoria de Comunicação

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Agradecimento


Quero agradecer aos que me enviaram felicitações: À Deputada Sandra Rosado, ao Deputado Ricardo Motta, à Vereadora Maria das Malhas, ao Senador  Demóstenes Torres, ao Desembargador Expedito Ferreira, ao Gerente da Comunicação Social Ivanaldo Fernandes e a todos do Ministério Público do RN.

Obrigado pela lembrança e pelas felicitações, desejo um Feliz Natal e excelente 2012, com muita paz, saúde, sucesso, prosperidade, solidariedade e muito amor no coração.

Feliz 2012!

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

HRTM parece hospital de guerra e a sociedade ignora solenemente

Para não falarem que esqueci: O HRTM continua com o mesmo cenário de guerra, mas é um tremendo equívoco atribuir o caos no único hospital com pronto socorro no Oeste do RN aos profissionais que lá encaram o batente corajosamente, especialmente nos finais de semana.

A escala de médicos está incompleta em várias especialidades. Destaca-se pediátrica (atende crianças), ortopedia (quem fratura osso – comum em Mossoró) e anestesiologistas. Também tem vagas abertas na escala diária em vários dias para médico cirurgião e médico regulador.

Como não existe médico suficiente para completar a escala diária do HRTM, a solução encontrada pelo Estado foi pagar plantão extra aos médicos para eles trabalharem nos dias que deveriam descansar. Só que o Governo do Estado deu calote nos médicos.

E a conseqüência disto é que os médicos optaram por descansar ao invés de trabalhar de graça e ainda ficar sendo feito de besta pelo Governo do Estado. São pelo menos 3 meses sem pagar os plantões extras que os médicos trabalharam. O rombo já supera a casa dos R$ 600 mil.

Há poucos dias, em mais uma tentativa da direção do HRTM fechar um acordo com a Secretaria Estadual de Saúde para pagar os médicos, ficou acordado que o Governo do Estado repassaria os recursos para a Prefeitura e a Prefeitura pagaria aos médicos.

Havia uma promessa de que estes recursos estariam na conta dos médicos até o dia 20. Já calejados com tanto calote do Governo, os médicos não acreditaram e continuaram descansando nos dias e horários de descanso. Caos no HRTM.

O diretor Ney Robson, do HRTM, ainda tentou firmar um acordo com os médicos, mas não logrou êxito. Os médicos estão irados e com razão. O que o Governo está fazendo é falta de respeito com os profissionais que se sacrificam no trabalho e com o cidadão.

Na noite deste domingo, o HRTM recebeu três baleados, vários acidentados de cidades do Oeste e também do Vale do Açu. Havia pessoas na fila aguardando vaga na UTI e também pessoas no repouso masculino quando deveriam está na Clínica Médica lotada.

A sociedade mossoroense precisa reagir. Precisa exigir da governadora uma solução para o HRTM. É pela vida. Não existe explicação para se omitirem diante de um caso tão grave. É um ato de desumanidade. É covardia de um povo que se vangloria que botou lampião para correr.

*César Alves (www.nominuto.com)

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Agradecendo...


Quero agradecer também às felicitações da Professora Iêda Chaves - Gerente da Educação, Juventude, Esporte e Lazer.


Desejamos em dobro! 


Um Feliz Natal e um excelente 2012!

“LAPIDAR” Exposição de Arte na Medida

Com produtos criados por jovens que participam das oficinas de artes e profissionalização das unidades de atendimento do CEDUC/Mossoró e CIAD/Mossoró, a Coordenação Regional da Fundac promove sua exposição no Memorial da Resistência, desde o dia 02/12, sendo finalizada no dia 16/12 no Salão Josehp Boulier.

Agradecemos o convite e desejamos bastante sucesso. Indico a todos que vão prestigiar estas obras de arte.

Colação de Grau dos Graduandos de 2011

Desde já, agradeço ao convite do Reitor da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte – UERN – Professor Milton Marques de Medeiros, para participar das Solenidades de Colação de Grau dos Concluintes dos Cursos de Graduação, do primeiro semestre do ano acadêmico de 2011, que serão realizadas esta semana.

Gostaria de parabenizá-los pela formatura e desejar bastante sucesso!

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Mais da metade de cartinhas da campanha "Papai Noel dos Correios" ainda aguarda adoção

Iniciada no mês passado, a campanha "Papai Noel dos Correios" recebeu mais de três mil cartinhas escritas por crianças da rede pública de ensino de Mossoró. Desse total, cerca de 1.200 foram adotadas, restando ainda mais de 50% de pedidos a serem atendidos.
Segundo a coordenadora da campanha na cidade, Januária Freire, mesmo após as cartas serem retiradas nas agências, isso não significa necessariamente que os presentes serão recebidos pela campanha. "Até agora recebemos poucas doações, mas acreditamos que quando alguém adota uma carta a criança será sim beneficiada com o presente".
As cartinhas podem ser adotadas até o próximo dia 14, e os presentes entregues até a sexta-feira, 16. "Qualquer pessoa pode executar esse gesto de solidariedade", enfatiza.
Entre os pedidos contidos nas milhares de cartas direcionadas ao Papai Noel, alguns destacam e emocionam àqueles que aderem a campanha. É o exemplo do estudante Carlos Eduardo, que ao ler "gostaria muito de ganhar nesse natal uma chuteira [...] e se Deus quiser meu sonho vai se realizar", em uma das duas cartas adotadas por ele, ficou emocionado. "Com um simples gesto você pode realizar o sonho de uma criança, que vai se lembrar disso para o resto da vida", revela.
Há ainda crianças que desejam não presentes óbvios, como bonecas e carrinhos, mas sim algo que mude suas vidas. "Recebemos uma carta de uma criança que pedia óculos, com 10 graus em cada olho. Rapidamente conseguimos um oftalmologista que se comprometeu em realizar o exame, e uma ótica que garantiu que irá disponibilizar os óculos para a criança enquanto ela precisar", conta Freire.
"Em uma outra carta, uma criança especial pediu material para confeccionar uma cadeira de banho. Quando colocamos o pedido na árvore de natal, em menos de 10 minutos ele foi adotado", diz a coordenadora da campanha.

A previsão é que até, no máximo, o dia 20 deste mês todos os presentes deverão ter sido entregues.

*Retirado do Jornal O Mossoroense

sábado, 3 de dezembro de 2011

Festa na Praça e drama no Tarcísio Maia

Por Cézar Alves
Enquanto a prefeita Fafá Rosado (DEM) reinaugurava a Praça Bento Praxedes, o novo Cartão Postal no Centro de Mossoró, pacientes ortopédicos estavam sem atendimento desta especialidade no Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM).
O contraste era tão grande que até o diretor técnico do HRTM, médico Diego Dantas, percebeu e comentou com o colega Walter Fonseca Junior no Twitter. Como bom rádio escuta, copiei e transcrevo.
“@Walterj_orl Fico eu pensando se aquele monte de gente importante que tava aqui ontem sabia que se batesse o carro num teria ortopedista e cirurgião no HRTM”.
As autoridades não bateram seus carrões importados e mesmo se batesse dificilmente teriam problemas. Seus veículos que quando não passa de 200 mil fica perto, tem segurança total e bom motorista.
Agora, o cidadão comum, aquele que pilota moto, especialmente os apressados e um tanto irresponsáveis com a própria vida, foram vários acidentes com necessidade de atendimento ortopédico.
O HRTM, nestes dias, se virou no peito e na raça dos médicos que decidiram por conta própria encarar uma carga pesada e desgastante nos corredores e enfermarias do único hospital de alta complexidade do Oeste.
Mas existe uma luz no fim do túnel. Diego Dantas escreveu: “@Walterj_orl, o secretário @domicioarruda está acompanhando o problema. É bem intencionado. A solução foi encaminhada. Vamos esperar e confiar”.
Não temos escolha.
O HRTM está sem ortopedista em sete plantões deste mês de dezembro porque os médicos, de tanto calote, não confiam mais no Governo do Estado, que promete pagar a eles até o dia 20 deste mês.
No Centro da cidade, a prefeita Fafá Rosado recebeu autoridades de várias cidades da região e de Natal para inaugurar a Praça do Codó, como é mais conhecida. Foi um espetáculo, fechado com chave de ouro com o show de Oswaldo Montenegro. Agora é arregaçar as mangas em outras regiões da cidade.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Infectologista alerta para incidência DE Aids na população acima de 50 anos

O prolongamento da vida sexual do brasileiro, facilitado pelo uso de comprimidos estimulantes sexuais, tem aumentado a incidência de Aids na população acima dos 50 anos. O alerta é do médico infectologista Alfredo Passalácqua, reforçando a necessidade do uso do preservativo, independentemente da idade, como forma de prevenir a doença.

Apesar dos avanços de tratamento dos últimos anos, Passalácqua adverte que a Aids continua doença perigosa, até porque não tem cura. Segundo ele, aproximadamente 380 pessoas recebem tratamento no Hospital Rafael Fernandes, em Mossoró, referência regional no atendimento de doenças infectocontagiosas, como é o caso da Aids.

A prova que a Aids está longe de ser vencida é que a expectativa é de que o número de casos diagnosticado este ano supere o de 2010. "Os números ainda estão sendo fechados, os dados de novembro ainda estão sendo tabulados e ainda faltam os de dezembro. Mas o total pode, sim, superar o do ano passado", prevê o infectologista.

"A Aids está crescendo não somente entre mulheres e a população jovem, mas também entre a população de mais idade, justamente por causa de hoje ser possível ter uma vida sexual mais longeva", diz o especialista, lamentando que essa faixa etária é até mais resistente ao uso do preservativo no ato sexual do que os jovens, em média mais conscientes.

O teste de HIV deve ser feito por qualquer pessoa que tenha tido relação sexual não-segura e, segundo ele, coisa de 1% a 2% dos testes são positivos em Mossoró. "Não se deve ter medo, pois hoje o soropositivo tem uma sobrevida de uma pessoa comum", esclarece o infectologista, atribuindo esse avanço à boa oferta do coquetel de medicamentos no Brasil.
Segundo ele, há 30 anos nada poderia ser feito ao paciente que tivesse sido diagnosticado portador do vírus HIV. A sobrevida desses pacientes era de aproximadamente dois anos, pois não existia medicamento adequado na época. Em 1986, surge o primeiro medicamento aprovado para uso em pacientes soropositivos, o antirretroviral AZT.

Mas, somente em 1995, é que o tratamento contra a Aids ganha um aliado imprescindível, o coquetel. A associação de medicamentos foi o grande divisor de águas no tratamento. Segundo o médico, o coquetel é uma medicação altamente potente, que aumentou significativamente a expectativa de vida dos pacientes.

Com o passar dos anos, o coquetel foi evoluindo e atualmente apenas três drogas fazem parte de sua composição. Mas o preconceito ainda é uma das principais dificuldades enfrentadas pelos pacientes, o que leva muitos a se tratarem em outras cidades, levando as estatísticas a de certa forma não refletir com fidelidade a situação da Aids em Mossoró.

PROGRAMAÇÃO

No Dia Mundial de Combate à Aids, hoje, as atividades alusivas à data no Hospital Rafael Fernandes começam às 8h, com palestras sobre a importância de cuidados com a saúde nas relações sexuais. Em seguida, após café da manhã, acontecerá rodada de conversas com pacientes, visitantes e cuidadores, recreações e música.

Também está acontecendo uma campanha regional, abrangendo os 27 municípios que fazem parte da 2ª Unidade Regional de Saúde Pública (Ursap). É a Campanha do Laço Vermelho 2011, idealizado pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre o HIV/Aids. A campanha deste ano que começou segunda-feira é focada no preconceito contra homossexuais jovens.

*Jornal O Mossoroense