terça-feira, 30 de junho de 2015

Déficit de professores é problema em escolas públicas

O primeiro semestre letivo deste ano chegou ao fim, mas o problema relacionado ao déficit de professores nas escolas públicas estaduais continua. De acordo com o diretor regional do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Rio Grande do Norte (SINTE/RN), Rômulo Arnaud, a situação já é quase um colapso.

Segundo ele, havia professores trabalhando com uma espécie de bolsa, o que estava suprindo parte da carência das salas de aula, mas o Ministério Público recomendou que o recurso não fosse utilizado, o que fez com que esses professores fossem retirados das funções e continuasse a carência em algumas disciplinas.

Além destes havia também os celetistas, que tinham contrato por dois anos e em várias áreas os contratos já estão se encerrando. “Tem o concurso com validade até o dia 28 de fevereiro do ano que vem, mas dos 
que foram aprovados, 30% não compareceram ou desistiram. Acredito que, 
se o Governo convocou, é porque precisa”, destaca.

As desistências, na opinião do diretor do Sindicato, são devido a más condições de trabalho, violência ou deslocamento. “Além da violência que extrapola os limites da sociedade, ainda tem a questão do deslocamento, já que a convocação foi feita por polo, ou seja, se alguém mora em Areia Branca e foi convocada para trabalhar em Fernando Pedroza, por exemplo, tem que arcar com o deslocamento”, continua.

Rômulo Arnaud diz ainda sobre os professores aposentados. “O número de aposentados e de processos de aposentadorias é grande. A gente prevê até junho cerca de 390 novas aposentadorias, pois existe mais de dois mil processos em andamento”, acrescenta.

Ele lembra ainda o concurso que ocorreu em 1990, que convocou mais de 3 mil pessoas, mas afirma que desse total as mulheres já estão aptas ou próximas a se aposentarem. “O Sinte se preocupa com essa urgência, pois os alunos estão perdendo com isso. Torcemos para que o Estado se organize para convocar estes profissionais”, destaca.

As áreas que estão com maior déficit, de acordo com números do Sindicato, são Química, Física e Biologia, onde o número de inscritos para os concursos é bem menor do que a necessidade das salas de aula.


*Com informações do jornal Gazeta do Oeste

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